A Lei n.º 13.467/2017 estabelece que a pessoa jurídica (empregador) pode sofrer dano extrapatrimonial indenizável. A reforma trabalhista disciplina que a imagem, a marca, o nome, o segredo empresarial e o sigilo da correspondência são bens jurídicos tutelados inerentes à pessoa jurídica e que, se violados, por ação ou omissão, serão objeto de reparação pelo ofensor. Essa reparação pode ser por danos extrapatrimoniais, mas também pode ser cumulada com pedido de reparação por danos patrimoniais. Nessa hipótese, o Juiz da causa deverá discriminar o valor indenizatório a título de danos patrimoniais (dano material e/ou lucro cessante) e dano extrapatrimonial (dano moral). O valor da indenização por danos extrapatrimoniais não interfere no valor de eventual indenização por danos patrimoniais (dano material – lucros cessantes e os danos emergentes). O magistrado ao apreciar o pedido de indenização por danos patrimoniais deverá considerar os seguintes fatores: a natureza do dano; sua intensidade; seus reflexos; sua extensão e duração; as condições em que ocorreu; o grau de dolo ou culpa do ofensor; a ocorrência de retratação espontânea; o esforço efetivo para minimizar a ofensa; o perdão, tácito ou expresso; a situação social e econômica das partes envolvidas; e o grau de publicidade. Caso entenda cabível, sua condenação deverá, ainda, classificar o dano extrapatrimonial como ofensa de natureza leve, média, grave ou gravíssima. De acordo com a classificação da ofensa, o valor indenizatório pode variar de 01 (um) até 50 (cinquenta) vezes o último salário contratual do ofensor. Se houver reincidência, o juiz poderá elevar ao dobro o valor da indenização. Dessa forma, aquele que por ação ou omissão, ofender/causar dano extrapatrimonial ao empregador poderá ser condenado ao pagamento de indenização de até 50 (cinquenta) vezes o seu último salário contratual, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.